sábado, 29 de setembro de 2012

Professores da rede estadual retornam da Suíça após aprendizado sobre partículas nucleares

Retornaram da Suíça Anderson Guedes e Wanderburg Montesquieu, professores de física da rede estadual de ensino do RN que foram conhecer o Centro de Pesquisa Europeu em Física Nuclear (CERN). Anderson, que é professor nas Escolas Josefa Sampaio e José Fernandes Machado, em Natal, e Wanderbug, da Escola Estadual Francisco de Assis Ribeiro, em Santa Cruz, estiveram antes em Lisboa, no período de 23 a 25 de agosto, em visita técnica ao Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), que foi o órgão responsável por abrir a pesquisadores brasileiros a possibilidade de desenvolver projetos em escolas de Ensino Médio, públicas ou particulares. Depois seguiram para Genebra, capital da Suíça, onde conheceram os aceleradores de partículas, tiveram aulas teóricas e experimentais.

O professor Anderson explica que o CERN, que tem o objetivo de desvendar a estrutura mais elementar da matéria, realiza pesquisas de amplo espectro, que envolvem até mesmo a saúde humana. “Eles usam como base os sistemas cosmológicos da origem do universo. O acelerador de partículas elementares pode fazer com que essas se choquem com células cancerígenas, por exemplo, a ponto de eliminá-las”, diz Anderson.

A partir de agora os dois professores planejam realizar palestras para outros professores de física da rede estadual, no auditório na Secretaria Estadual de Educação (SEEC), com o objetivo de repassar o conhecimento adquirido no CERN. A idéia é capacitar os professores para acompanhar os estudos avançados que estão sendo desenvolvidos no mundo. Já no âmbito da sala de aula, o professor Anderson Guedes pretende apresentar o que aprendeu em aulas teóricas e experimentos, pelo menos uma vez no mês.

Motivo da ida dos professores
Os professores receberam as credenciais do CERN após a elaboração de um projeto voltado para o Ensino Médio no estado, em que se a propuseram ministrar palestras nas escolas sobre o que vem sendo difundido pelo CERN, com o objetivo de facilitar a popularização de temas complexos como radioatividade, câncer, sistema solar, etc.

Como critério de seleção para o estágio, o CERN estabeleceu que os candidatos, além de um bom projeto, deveriam ter uma proposta de divulgação do que observassem, ter participado da Olimpíada Brasileira de Física, ser do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e ter um bom currículo.