domingo, 27 de maio de 2012

Proposta do Ensino Médio Noturno Diferenciado atrai olhares de fora

A proposta pedagógica do Ensino Médio Noturno Diferenciado, projeto realizado pela Secretaria de Estado da Educação, para atender aos estudantes que trabalham durante o dia e estudam à noite, tem servido de base para projetos desenvolvidos em outros estados do país.

Uma prova disso é que, na última semana, a SEEC recebeu a visita do presidente da Fundação CECIERJ, ligada às Secretarias Estaduais de Educação e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, professor Carlos Eduardo Bielschowsky, para conhecer a proposta. O professor leciona na UFRJ e veio acompanhar de perto a experiência para implantá-la no projeto de Educação de Jovens e Adultos, o EJA presencial, da Secretaria de Educação do Rio.

Carlos Eduardo Bielschowsky é um especialista na área da Educação e já foi Secretário Nacional de Educação à Distância do Ministério da Educação, durante a gestão do ministro Fernando Haddad. Em conversa com a subcoordenadora de Ensino Médio da SEEC, Maria Aliete Bormann, ele se mostrou impressionado com os bons índices apresentados pelas escolas que participam do projeto.

"O RN está de parabéns, pois montou uma solução criativa e que conduz a bons resultados, dentro do absurdo curricular brasileiro que oferece 12 disciplinas na grade. Sem falar que o fato do professor ficar mais tempo com o aluno, fortalece a relação entre os dois e aumenta a possibilidade de serem feitas outras atividades.", afirmou o professor.

Atualmente, 48% dos estudantes de Ensino Médio da rede estadual estão no turno noturno. Por esse motivo, a Secretaria de Educação viu a necessidade de elaborar, em conjunto com os professores, uma proposta para diminuir a repetência e o abandono escolar, a partir da reformulação curricular, baseada nas peculiaridades desses estudantes que conciliam os estudos com o trabalho e a família.

Segundo a professora Aliete Bormann, o objetivo do projeto é buscar uma adequação dos componentes curriculares para garantir a permanência do estudante na sala de aula, uma vez que a maioria dos alunos que estuda à noite trabalha durante o dia. Tudo isso sem abrir mão da qualidade do ensino.

Das 291 escolas da rede estadual com turmas abertas no Ensino Médio, 70 oferecem aulas à noite. A intenção da secretaria é expandir essa nova proposta pedagógica, que inicialmente chegou a 11 escolas, para todas elas.